
COMO SE ORIGINA UMA PÉROLA
Normalmente, a formação de uma pérola começa quando um parasita invade a ostra em busca de um lugar para se reproduzir. Para isso, esses organismos perfuram a concha e se instalam no manto, tecido responsável pela defesa da ostra. A presença do parasita provoca uma irritação no manto, que se dobra sobre o invasor para deixá-lo completamente isolado. A defesa se completa quando a ostra secreta grandes quantidades de nácar- também conhecido por madre-pérola-,mesma substância utilizada na produção da concha da ostra. Essa substância acaba de isolar o invasor, formando a pérola.
Daí em diante, a ostra mantém a "guarda" alta e continua a produzir o nácar para garantir que o parasita nunca ameace sua saúde.Quanto mais tempo dentro da ostra,maior será a pérola. Em geral, são necessários três anos para que se obtenha uma pérola de tamanho adequado para utilização na indústria joalheira.Mas muitos produtores retiram a pérola com apenas 1 ano de cultivo.
Provavelmente por conta da raridade destas gemas na natureza - a pérola é a única jóia oriunda de um animal vivo - , os preços das pérolas eram considerados absurdos até o início do século XX, quando os japoneses desenvolveram uma técnica simples de acelerar o processo de formação destas preciosidades. O processo consiste em introduzir na ostra uma pequena bola de madrepérola, retirada de uma concha, com cerca de três quartos do tamanho final desejado. A partir daí, a própria ostra se encarrega de terminar o trabalho.
Com o passar do tempo e com o aperfeiçoamento da técnica, a introdução de um núcleo na ostra fez com que se conseguisse pérolas redondas e de tamanhos maiores.
As cores das pérolas vão variar de acordo com o tipo de composição da água onde vive a ostra, já que as substâncias presentes na água acabam incorporadas pelo molusco na hora de secretar o nácar. As cores mais comuns são a rosa, creme, branca, cinza e preta. Mas qualquer que seja a cor, as pérolas sempre terão lugar garantido em objetos de adorno, tal sua beleza, brilho e singularidade.
(Fonte: Diamond News,ano 3 , numero9 - 2002;pág.24)

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